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Rio, 17.516 mortes violentas em apenas 2 anos e 4 meses.

O Rio de Paz realiza manifestação neste domingo, dia 26, a partir das 15h, na Praia de Copacabana, em protesto contra as mortes do advogado Bolívar Souza da Silva, de 45 anos, e do menor William Moreira da Silva, de 11anos, ocorridas no último final de semana no Rio. A ocasião servirá de marco para a inauguração do Placar da Violência, que, alimentado pelo movimento com dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP), marcará mensalmente os números da violência no Estado do Rio e ficará exposto nas areias de Copacabana.

Acompanhados de familiares e amigos das vítimas, 300 manifestantes do Rio de Paz, usando roupas pretas e máscaras, e empunhando cruzes e cartazes com dizeres de indignação, querem lembrar que a violência não escolhe vítimas na “cidade partida”.  Advogado classe média, Bolívar foi assassinado quando tentava fugir de um seqüestro relâmpago; de família de baixa renda, o menino William foi vitimado por bala perdida enquanto soltava pipa no bairro de Costa Barros.

 “Os crimes sintetizam o drama da população do Rio pelo antagonismo. A cidade partida é unida na dor. Foram mais de 17 mil mortos desde janeiro de 2007”, explica Antônio Carlos Costa, diretor executivo do Rio de Paz, acrescentando que o protesto reivindica maior investimento na polícia e maior controle sobre a ação policial. “Também queremos uma audiência com o governador Sérgio Cabral para as famílias das duas vítimas”, completa.

Domingo, 26 de julho, das 15h às 16h
Local: Praia de Copacabana (em frente à Avenida Princesa Isabel)


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