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Dados sobre a insegurança pública do Brasil

I. A violência é o problema social mais grave do Brasil. Entre 1980 e 2004, 797.000 brasileiros foram assassinados.

II. Nos últimos dez anos mais de 500.000 foram vítimas de homicídio. A média anual do país é de 50.000 homicídios.

III. Nossa taxa de violência letal é uma das mais altas do mundo, atingindo 27 homicídios por 100 mil habitantes. Países da Europa Ocidental têm taxas de dois ou três homicídios por 100 mil. 

IV. A sensação de insegurança atinge 70% dos brasileiros e é a maior do mundo.

V. No Rio de Janeiro, os índices de homicídios triplicaram desde a década de 70.

VI. Entre 1991 e novembro 2007 foram assassinados 115.999 cidadãos somente no Estado Rio de Janeiro.

VII. Cerca de 80% destas vítimas tiveram a vida interrompida na região metropolitana do Rio, a maioria esmagadora dos mortos eram moradores de comunidades pobres das Zonas Norte e Oeste da capital e Baixada Fluminense.

VIII. Agravando muito este quadro, não se sabe quantos dos mais de 4.000 desaparecidos no ano de 2007 também terão sidos assassinados.

IX. No Brasil, mais de 100 pessoas são mortas por armas de fogo todos os dias, sendo que no Rio de Janeiro a taxa de mortes por armas é maior que o dobro da média nacional.

X. Rio e São Paulo registram mais da metade dos crimes violentos no país.

XI. Nas duas últimas décadas, o número de homicídios de adolescentes (15 a 19 anos) aumentou quatro vezes. Tais homicídios afetam desproporcionalmente os meninos negros das famílias pobres das áreas urbanas.

XII. Em 2005, a polícia do Rio de Janeiro matou, em ação, legalmente, 1.098 pessoas. A de São Paulo matou 300 pessoas. Essas mortes são nomeadas “autos de resistência” e não entram nas estatísticas de homicídios das polícias. A maioria das vítimas de autos de resistência no Brasil é de moradores de favelas e periferias.

XIII. A soma das mortes causadas por todas as polícias dos Estados Unidos em 2003 foi de 370 pessoas. As polícias da África do Sul mataram 681, as da Argentina, 288, as da Alemanha, 5 e as de Portugal mataram uma pessoa.

Fontes: Jornal O Globo, Reuters e dados do Sistema de Saúde

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